segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Ridley Scott dirige filme sobre a Maison Gucci

Gucci, auge e decadência,será retratada pelo diretor de “O Gladiador”
A ascensão e a queda da Maison Gucci nos anos 80 e subsequente a volta por cima com Tom Ford como diretor artístico, são os temas do novo filme de Ridley Scott. O diretor dirigiu “Alien,” “O Gladiador “e “American Gangster”.
Mas nao espere outro “Diabo veste Prada”, cheio de momentos cômicos. A estória de Maison será retratada de forma muito mais sombria. Conta a fábula de uma família dividida, a promessa de juventude e o poder do privilégio incessante.
O filme focará o momento em que um dos netos do fundador, Maurizio Gucci, assume a Maison em 1983 (entre os anos 70 e 80, a Gucci chegava a faturar US$ 500 milhões por ano), Nos extravagantes anos 60 e 70, celebridades como Jackie Kennedy e Audrey Hepburn haviam tornado a maison célebre.Infelizmente, Maurizio foi assassinado, em frente ao seu apartamento em Milão, em 1995. No mesmo ano, Tom Ford assume como diretor criativo. Como Ford continua sendo um ícone fashion proeminente e a Gucci uma das mais lucrativas Maisons do momento, pairão dúvidas de quanto o filme ousará expor.
Cogitam-se Angelina Jolie para o papel de Patrizia Gucci, condenada a 28 anos de prisão por planejar o assassinato do marido e Leonardo di Caprio para o papel de Maurizio. Charles Randolph é o roteirista. Ele escreveu roteiros de filmes como “A Intérprete”, entre outros.

sábado, 31 de outubro de 2009

DIÁLOGOS E INTERAÇÕES ENTRE CINEMA, MODA E LITERATURA

Cinema, literatura e moda sempre tiveram tudo a ver... ouvir e tocar. Um triângulo amoroso que vem se aquecendo com a recente diversificação das influências mútuas. Ora são os filmes determinando que tipo de roupa ou acessório as massas devem usar, ora são autores como Marcel Proust, Oscar Wilde e Machado de Assis tomando o universo da moda como fonte de inspiração. Mas esse caminho apresenta mão dupla e múltiplos atalhos: de um lado, estilistas criando figurinos para a tela e. de outro, filmes tendo designers de moda como protagonistas; romances elaborados pela observação de determinados estilos de viver e vestir; coleções criadas a partir de climas emocionais e imagens plásticas sugeridas por obras literárias. Todos os meandros desse percurso são desvendados em três eventos, como parte integrante da 6ª Semana de Moda da Livraria Cultura, que acontece entre 9 e 13 de novembro.

Serviço:
·No dia 09/11, às 12hs o desfile performático Moda e Literatura sai da Avenida Consolação e segue pela Paulista em direção à Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em sua entrada da Alameda Santos, mostrando uma série de 17 looks inspirados em obras literárias: realização dos alunos da grauação de moda da UNIFMU, coordenadora do curso Romy Tuttia.

·No dia 11/11, às 16hs, o critico Luciano Ramos, autor do livro Os Melhores Filmes Novos faz palestra sobre Moda e Cinema

·No dia 12/11 às 16 hs, no auditório Livraria Cultura a curadora do desfile performático, professora Jo Souza falará das ricas e plurais relações entre Moda e Literatura numa palestra.

Entrada gratuita e vagas limitadas.
As palestras acontecem no Teatro Eva Herz - Livraria Cultura Cj. Nacional - Av. Paulista, 2073 - São Paulo/SP


Serão distribuídas senhas 2 horas antes do início da palestra. Sujeito à lotação: 166 lugares

Desfile Performático Moda e Literatura – Looks confeccionados a partir das seguintes obras:

A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kundera
Alice no Pais da Maravilhas - Lewis Carroll
As Horas - Virginia Woolf
Balzac e a Costureirinha Chinesa – Dai Sijie
Budapeste - Chico Buarque de Hoalanda
Hamlet - William Shakespeare
Jules e Jim - Henri-Pierre Roche
Laranja Mecânica - Anthony Burgess
Lolita - Vladimir Nabokov
Morte em Veneza - Thomas Mann
O Amante - Marguerite Duras
O Estrangeiro - Albert Camus
Orgulho e Preconceito - Jane Austen
Orlando - Virgínia Woolf
Pénelope - Marilyn Kaye
Primeiro Amor - Samuel Beckett
Relações Perigosas - Chordelos de Laclos
Um Bonde Chamado Desejo - Tennessee Williams

Jô SOUZA
Docente da graduação de moda da UNIFMU-SP. Mestranda em Comunicação e Semiótica (PUC-SP). Em 2009, concebeu a exposição fotográfica Modos da Moda na Reserva Cultural, os ciclos de palestras e debates Cinema e Moda na PUC/SP e Diálogos entre imagens de Moda na UNIFMU/SP.
http://modacine.blogspot.com/

LUCIANO RAMOS
Docente de pós-graduação em Jornalismo Cultural e Crítica de Cinema na FAAP- SP. Crítico de cinema da Rádio USP e da Revista Reserva Cultural. Mestrando em Multi Meios na UNICAMP-SP. Autor do livro Os Melhores Filmes Novos – 290 filmes analisados e comentados (Editora Contexto)
http://programacinemafalado.blogspot.com

informações: zizizaza@gmail.com

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A Editora Sulina apresenta



Comunicação e indústria audiovisual Cenários tecnológicos e institucionais do
cinema brasileiro na década de 90 de João Guilherme Barone Reis e Silva

Nesta obra, o autor apresenta elementos de análise organizados que ampliam a compreensão de como funcionam as estruturas e agentes da indústria audiovisual, com suas especificidades e complexidades, com base na matriz fornecida pela indústria cinematográfica. Sobre o cinema brasileiro da década de 90, são analisadas as transformações ocorridas nos cenários tecnológicos e institucionais e os efeitos nos campos da produção, distribuição e exibição. A periodização cobre desde a extinção do CONCINE e da EMBRAFILME, em 1990, até a realização do histórico III Congresso Brasileiro de Cinema, em junho de 2000, em Porto Alegre, com a proposta de criação da ANCINE.
Uma obra que propõe novas abordagens para os temas relacionados ao cinema e à indústria audiovisual, aprofundando questões importantes do cinema brasileiro, identificando as interseções de fatores tecnológicos, econômicos, políticos e socioculturais e que, portanto, traz informações de interesse para estudantes e pesquisadores, assim como para os profissionais que atuam no mercado audiovisual.

João Guilherme Barone Reis e Silva nasceu no Rio de Janeiro, é doutor em Comunicação Social pela PUCRS, e mestre em Comunicação e Indústrias Audiovisuais pela Universidade Internacional da Andaluzia, Espanha. Professor e pesquisador de Cinema e Audiovisual atua nos cursos de graduação e pós-graduação da FAMECOS/PUCRS.
Capa: Letícia Lampert
Coleção: Imagem-Tempo
Nº de páginas: 143
ISBN: 978-85-205-0532-8

domingo, 25 de outubro de 2009

I SEMINÁRIO HISTÓRIAS DE ROTEIRISTAS

Temos o prazer de convidá-los para cerimônia de abertura do I SEMINÁRIO HISTÓRIAS DE ROTEIRISTAS, promovido pelo Núcleo de Pesquisa Audiovisual/CNPq e o Centro de Comunicação e Letras da Universidade Presbiteriana Mackenzie, com o apoio do Mackpesquisa e parcerias com Martinelli Filmes, Academia Internacional de Cinema de São Paulo e Autores de Cinema.

Contamos com sua honrosa presença, no próximo dia 28 de outubro de 2009, às 10h, no auditório Reverendo Wilson de Souza Lopes, Rua Piauí, 143 – 11º andar. Mais informações sobre o evento podem ser acessadas em nosso site: http://www.mackenzie.br/semin_rot_program.html

COCO CHANEL : ESTRÉIA DIA 30 DE OUTUBRO DE 2009

Uma garotinha é deixada junto com a irmã num orfanato no coração da França, e todos os domingos ela espera, em vão, que o pai volte para buscá-la…Uma artista de cabaré com voz fraca que canta para uma plateia de soldados bêbados…Uma humilde costureira que conserta bainhas nos fundos de uma alfaiataria de cidade pequena…


Uma cortesã jovem e magricela, a quem seu protetor, Etienne Balsan, oferece um refúgio seguro, em meio a um ambiente de decadência… Uma mulher apaixonada que sabe que nunca será a esposa de ninguém, recusando-se a casar até mesmo com Boy Capel, o homem que retribuiu seu amor…Uma rebelde que considera as convenções de sua época opressoras e prefere usar as roupas dos homens com quem se envolve…Esta é a história de Gabrielle “Coco” Chanel, que começa a vida como uma órfã teimosa, e, ao longo de uma jornada extraordinária, se torna a lendária estilista de alta-costura que personificou a mulher moderna e se tornou um símbolo atemporal de sucesso, liberdade e estilo.



FASHION FILMES NA MOSTRA DE CINEMA DE SÃO PAULO - 2009



“500 Dias com Ela”, 500 Dias com Ela“, de Marc Webb, comédia pop com casal fofo e figurino preppy cool.


O Fantástico Sr. Raposo“, de Wes Anderson, um dos diretores mais cultuados pelo pessoal da moda por ter um universo de imagens todo próprio! Pra dar uma noção, as obras de Anderson já inspiraram de Maria Garcia a V.Rom


“Camaradas Fashion“, de Marco Wilms, documentário sobre a moda criativa de Berlim Oriental.

“Hair India“, de Raffaele Brunetti e Marco Leopardi, outro documentário sobre a trajetória de um cabelo doado em um templo indiano e se transformando em aplique italiano.


Penélope em “Los Abrazos Rotos”
Chanel é a marca de todas as roupas da personagem de Penélope Cruz, Lena, em “Los Abrazos Rotos“, o novo filme de Pedro Almodóvar. Não é a primeira vez que Almodóvar usa Chanel nos figurinos. A personagem de Victoria Abril em “De Salto Alto” também era “montada” com a grife assinada por Karl Lagerfeld da cabeça aos pés, lá em 1991 e “Tudo Sobre Minha Mãe”, também usa um vestido pink da Chanel em uma cena.



Ainda...“Aconteceu em Woodstock“, de Ang Lee ( anos 70)
“O Poder do Soul“, de Jeffrey Levy-Hinte, às 21h30! É um documentário sobre um festival de soul no Zaire em 1974 com músicos como Miriam Makeba, B.B. King e James Brown!

Em “The Imaginarium of Doctor Parnassus“, a modelo ruiva Lily Cole continua ensaiando uma nova carreira como atriz (ela já participou de mais alguns poucos filmes). As críticas sobre o longa do diretor Terry Gilliam (e último da carreira do ator Heath Ledger).

“Tokyo!” de Michel Gondry, Leos Carax e Bong Joonh-Ho

domingo, 11 de outubro de 2009

“9 – A salvação”


A caracterização dos pequenos serem é rica em:texturas, cores, aviamentos, as linhas costuram suas vestimentas.

O que faz de “9 – A salvação” um filme tão fascinante não é apenas o profissionalismo e a complexidade tecnológica das seqüências de ação – correrias, perseguições e combates construídos com a verossimilhança necessária para despertar plena credibilidade no espectador. O que impressiona é a singularidade das representações e dos seres inventados para desempenhar os papéis de protagonistas e antagonistas nessa batalha puramente conceitual, nessa guerra de signos travada num plano não histórico, ou seja, num imponderável ponto qualquer de um tempo imaginário, após a extinção do último ser humano da planeta. Na superfície desse mundo que já foi industrial não resta inteiro um só objeto, tal como foi concebido por seu fabricante. Nenhum artefato completo: apenas cacos, trapos, retalhos, fragmentos, parafusos, peças soltas. Desse material são feitos os nove bonecos que ali se movimentam, sempre fugindo de uma máquina guerreira que procura destruí-los...
ler: http://programacinemafalado.blogspot.com

EVENTO DE ROTEIRO

Quarta feira irei a cabine especial para assistir ao filme CHANEL!!!!

sábado, 3 de outubro de 2009

Moda e cinema: curtas na Bloomingdale´s

Um dos maiores templos de moda do mundo, a Bloomingdale´s, está com um projeto bem bacana durante essa temporada de outono americano.
Cinco jovens diretores de cinema criaram curtas, filmados na loja, que podem ser vistos no site -o público vota, e o vencedor vai ser exibido no Independent Spirit Awards, que acontece em março de 2010.

O filme My adventures in ladies under garments, 4th floor, é uma graça: superdelicado mostra a fascinação de um menininho em pleno andar de lingerie.
ver: http://www.youtube.com/watch?v=QKG2lY0i1cE
Os outros concorrentes são: Tea for 3, The love game, Recession Special e Tall enough

Alguma coisa está fora da ordem na Maison Martin Margiela


Looks da Maison Martin Margiela, primavera-verão 2010

Alguma coisa está fora da ordem na Maison Martin Margiela – ao menos, é isso que dizem os editores de moda que assistiram ao desfile da coleção de primavera-verão 2010 da grife. E eles não estão falando da desconstrução das peças que a maison colocou na passarela ontem (02/10), na Semana de Moda de Paris. Parece que a proposta de moda da MMM, desta vez, deixou a desejar: Sarah Mower, do Style.com (home da “Vogue” americana), escreveu que “fica chato enumerar de quantas maneiras o show foi decepcionante”; enquanto o WWD disse que “faltou a intensidade do verdadeiro Margiela”. Uma explicação pro que aconteceu? Dolly Jones, da “Vogue” britânica, tem suas teorias: “talvez nós tenhamos ficado tão animados com a coleção de outono-inverno 2009 que essa não atendeu às expectativas – ou talvez seja por conta da suspeita de que Margiela já está mais no comando da grife.
http://msn.lilianpacce.com.br/home/25895-maison-martin-margiela-peimavera-verao-2010/

FILME FASHION


http://www.beyondbibamovie.com/index.html
“Barbara Hulanicki: Beyond Biba” estreia nessa sexta-feira no Victoria & Albert Museum de Londres pra contar a história do meteoro Biba, a marca e butique que marcou época desde 1964, no Swinging London, e fechou em 1975 – pra depois voltar, na década de 2000, já em outras mãos e sem a participação da fundadora, Barbara.

festival Filme Fashion


De 06 a 11/10, o CCBB do Rio recebe o festival Filme Fashion, que sempre tem como tema a relação entre moda e cinema e dessa vez vai apresentar comentários. A programação está quentíssima: logo na abertura pra convidados, no dia 05/10, o destaque é “Valentino: o Último Imperador“. Além dele, é a oportunidade do fashionista assistir clássicos como “Grey Gardens” e “Nanook, o Esquimó” – o primeiro é grande inspiração de Marc Jacobs e o segundo é considerado o primeiro documentário da história do cinema – além de pepitas inéditas. “A Vida de Biba“, que traz a história de Barbara Hulanicki e sobre o qual o Blog LP já comentou antes, é uma delas! Na Agenda você vê horários de todas as seções – e já anota, o debate com Alexandra Farah, a idealizadora e curadora, com convidados acontece no dia 08/10, após a seção de “Vogue – A Edição de Setembro”
Sala 1

Sábado
16h – Valentino: O último imperador
18h – Abrindo o Zíper
20h – Ciao! Manhattan

Domingo
14h – Annie Leibovitz: A Vida Através das Lentes
16h – Jardins Cinza 18h – Identidade de Nós Mesmos
20h – Top Models – Um Conto de Fadas Brasileiro

Segunda
14h – Lagerfeld Confidencial
16h – Assinado Chanel
18h10 – Nanook, o Esquimó
20h – O Dia Anterior – Fendi by Karl Lagerfeld

Mostra Paralela

Sábado
18h – Garden Girls com Pirilena Lacerda, FilmeFashion.tv
20h – Seleção Oskar Metsavaht: “Surfando as montanhas sagradas do Himalaia” e curtas selecionados

Domingo
18h – Sneakers – Entrando de Sola na Cultura Urbana, de Edson Soares
Seleção Dácio Pinheiros
20h – Seleção Gemagema.tv 1

Segunda
18h – Bonjour, Madame, de Richard Luiz
Garden Girls com Donata Meirelles, FilmeFashion.tv
20h – Seleção FilmeFashion.tv

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

PRODUÇÃO DE MODA - DICAS DE PRODUÇÃO


DECOBRIR LOCAIS ÍNCRIVEIS QUE PODEM AJUDAR A SUA PRODUÇÃO DE MODA

b.lUXO...é estilo vintage
rua augusta, 2633, loja 18
telefone 11- 3062 1978

www.piedad.com.br
www.roxanedreams.com.br
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www.gaji.com.br
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www.lorenaartioli.xom.br
www.claudiobaronedesigner.com.br
www. cristinapeixotogoa.com
www.brecho.blogspot.com

Os locais foram visitados com os alunos do segundo semestre de moda.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

EVENTO DE CINEMA


Bate-papo ilustrado com trechos de filmes


Os melhores filmes novos
Tendências do cinema contemporâneo


Data: 29/09/2009
Horário: das 19h às 21h
Local: Saraiva Mega Store – Shopping Pátio Paulista
Rua Treze de Maio, 1.947 – Piso Paraíso
São Paulo - SP
Convidados:
Luciano Ramos e
Ricardo Dias (diretor do filme “Um Homem de Moral”)
Mais informações: (11) 3171-3050 (11) 3237-2352

Mostra de Cinema de São Paulo divulga primeiros filmes selecionados


"À Procura de Eric", de Ken Loach

SÃO PAULO - Michael Haneke, Ang Lee, Ken Loach, Terry Gilliam, Amos Gitai, Wes Anderson e Alain Resnais. Esses são alguns dos grandes cineastas que terão filmes exibidos na 33ª Mostra de Cinema de São Paulo, que acontece de 23 de outubro a 05 de novembro na capital paulista.

O filme escolhido para abrir o festival, um dos mais tradicionais eventos de cinema do Brasil, é "À Procura de Eric", do britânico Ken Loach, um dos destaques do Festival de Cannes deste ano. O longa vencedor do festival francês, "A Fita Branca", de Michael Haneke, também está na programação da Mostra.

Divulgação

"À Procura de Eric", de Ken Loach

Outros destaques são "Aconteceu em Woodstock", de diretor Ang Lee; "Les Herbes Folles", do veterano francês Alain Resnais; "O Imaginário do Doutor Parnassus", dirigido por Terry Gilliam e estrelado por Heath Ledger; "Carmel", do israelense Amos Gittai; e "O Fantástico Senhor Raposo", primeira animação do cineasta Wes Anderson.

Haverá ainda retrospectivas dedicadas ao diretor grego Theo Angeopoulos e ao cineasta e produtor italiano Gian Vittorio Baldi, um panorama do cinema sueco com obras de Jan Troell e Hasse Ekman e uma homenagem à atriz francesa Fanny Ardant.

O tradicional cartaz da Mostra, que nas últimas edições vinha sendo produzido por cineastas, este ano será produzido pela dupla de grafiteiros Os Gêmeos, formada pelos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo.

Veja abaixo a lista de filmes já confirmados na 33ª Mostra de Cinema de São Paulo:

“1ª Vez 16 mm”, de Rui Goulart (Portugal)
“35 Shots of Rum”, de Claire Denis (França)
“500 Dias com Ela”, de Marc Webb (EUA)
“A Farewell to Hemingway”, de Svetoslav Ovtcharov (Bulgária)
"A Fita Branca", de Michael Haneke (Áustria)
“A Frozen Flower”, de Yu Ha (Coreia)
“A Man who Ate his Cherries”, de Payman Haghani (Irã)
“À Procura de Eric”, de Ken Loach (Inglaterra)
“A Religiosa Portuguesa”, de Eugéne Green (Portugal)
“A Zona”, de Sandro Aguilar (Portugal)
“Accidents Happen”, de Andrew Lancaster (Austrália)
"Aconteceu em Woodstock", de Ang Lee (EUA)
“Adam”, de Max Mayer (EUA)
“Adam Resurrected”, de Paul Schrader (EUA)
“Altiplano”, de Peter Brosens e Jessica Woodworth (Alemanha)
“Amer”, de Hélène Cattet e Bruno Forzani (Bélgica, França)
“American Swing”, de Jon Hart e Mathew Kaufman (EUA)
“Amor en Tránsito”, de Lucas Blanco (Argentina)
“Amreeka”, de Cherien Dabis (EUA)
“Anaphylaxis”, de Ayman Mokhtar (Reino Unido)
“Ander”, de Roberto Castón (Espanha)
“Art Inconsequence”, de Robert Kaltenhaeuser (Alemanha)
“Arte de Roubar”, de Leonel Vieira (Portugal)
“Backyard”, de Carlos Carrera (México)
“Bad Day to Go Fishing”, de Alvaro Brechner (Espanha, Uruguai)
“Bathory”, de Juraj Jakubisko (Eslováquia)
“Be Calm and Count to Seven”, de Ramtin Lavafipour (Irã)
“Being Mr. Kotschie”, de Norbert Baumgarten (Alemanha)
“Beket”, de Davide Manuli (Itália)
“Bilal”, de Sourav Sarangi (Índia)
“Borderline”, de Lyne Charlebois (Canadá)
“Bright Star”, de Jane Campion (Reino Unido)
“Buddenbrooks”, de Heinrich Breloer (Alemanha)
“Carmel”, de Amos Gitaï (Israel, França)
“Chasing Che”, de Alireza Rofougaran (Irã)
“Cinerama”, de Inês de Oliveira (Portugal)
“Coffin Rock”, de Rupert Glasson (Austrália)
“Cold Souls”, de Sophie Barthes (EUA)
“Colin”, de Marc Price (Reino Unido)
“Comrade Couture”, de Marco Wilms (Alemanha)
“Cooking with Stella”, de Dilip Mehta (Canadá)
“Courting Condi”, de Sebastian Doggart (EUA, Reino Unido)
“Coweb”, de Xin Xin Xiong (Hong Kong, China)
“Crap’s Game”, de Ali Özgentürk (Turquia)
“Daniel & Ana”, de Michel Franco (México, Espanha)
“Dark Buenos Aires”, de Ramon Termens (Espanha, Argentina)
“Dear Lemon, Lima”, de Suzi Yoonessi (EUA)
“Delphi - 6”, de Rakeysh Omprakash Mehra (Índia)
“Desperados on the Block”, de Tomasz Emil Rudzik (Alemanha)
“Dogtooth”, de Yorgos Lanthimos (Grécia)
“Dorfpunks”, de Lars Jessen (Alemanha)
“Efeitos Secundários”, de Paulo Rebelo (Portugal)
“El Sistema”, de Paul Smaczny, Maria Stodtmeier (Alemanha)
"Eastern Plays", de Kamen Kalev (Bulgária)
“Every Little Step”, de James D. Stern e Adam Del Deo (EUA)
“Everyone Else”, de Maren Ade (Alemanha)
“Fence”, de Toshi Fujiwara (Japão)
“Film Is a Girl & a Gun”, de Gustav Deutsch (Áustria)
"Food Inc.", de Rebert Kenner (EUA)
“Formosa Betrayed”, de Adam Kane (EUA, Tailândia)
“Frontier Blues”, de Babak Jalali (Irã, Reino Unido, Itália)
“Futebol Brasileiro”, de Miki Kuretani (Japão)
“German Souls”, de Martin Farkas, Matthias Zuber (Alemanha)
“Germany 09”, de Fatih Akin, Tom Tykwer e outros (Alemanha)
“Go Get Some Rosemary”, de Joshua e Ben Safdie (EUA)
“Green Water”, de Mariano de Rosa (Argentina)
“Hair India”, de Raffaele Brunetti e Marco Leopardi (Itália)
“Hangtime”, de Wolfgang Groos (Alemanha)
“Havan York”, de Luciano Larobina (México)
“Heiran”, de Shalizeh Arefpour (Irã)
“Henri-Georges Clouzot’s Inferno”, de Serge Bromberg e Ruxandra Medrea (França)
“Huacho”, de Alejandro Fernández Almendras (Chile)
“Humpday”, de Lynn Shelton (EUA)
“Ibrahim Labyad”, de Marwan Hamed (Egito)
“Initiation”, de Peter Kern (Áustria)
“Into The Lion’s Den”, de Nicolas Bénac, Cedric Robion (França)
"Irene", de Alain Cavalier (França)
"Katalin Varga", de Peter Strickland (Romênia)
“Kalandia - A Checkpoint Story”, de Neta Efrony (Israel)
“Kicks”, de Lindy Heymann (Reino Unido)
“Kids and Kids”, de Zhang Feng (China)
“King Hugo and His Dumsel”, de Franco De Peña (Polônia, Venezuela)
“La Guerre des Fils de la Lumière Contre les Fils des Ténèbres”, de Amos Gitaï (França)
“La Pivellina”, de Rainer Frimmel e Tizza Covi (Áustria, Itália)
"Les Beaux Gosses", de Riad Sattouf (França)
"Les Herbes Folles", de Alain Resnais (França)
“Life in the Building Blocks”, de Alfredo Hueck, Carlos Caridad (Venezuela)
“Little Joe”, de Nicole Haeusser (EUA)
“London River”, de Rachid Bouchareb (Reino Unido, França, Argélia)
“Madholal Keep Walking”, de Jaí Tank (Índia)
“Mamachas of the Ring”, de Betty M Park (Bolívia, EUA)
“Menino Peixe”, de Lucía Puenzo (Argentina)
“Miss Stinnes Motors Round the World”, de Erica von Moeller (Alemanha)
“Morrer como um Homem”, de João Pedro Rodrigues (Portugal, França)
“Mother”, de Bong Joon-ho (Coreia)
“O Cerco - A Democracia nas Malhas do Neoliberalismo”, de Richard Broullitte (Canadá)
“O Fantástico Sr. Raposo”, de Wes Anderson (EUA)
"O Imaginário do Dr. Parnassus", de Terry Gilliam (Reino Unido)
“Of Heart and Courage, Ballet Bejart Lausanne”, de Arantxa Aguirre (Espanha)
“Of Parents and Children”, de Vladimir Michalek (República Tcheca)
“On Foot”, de Fereydoun Hasanpour (Irã)
“One Week”, de Michael McGowan (Canadá)
“Only When I Dance”, de Beadie Finzi (Reino Unido)
“Os Sorrisos do Destino”, de Fernando Lopes (Portugal)
“Outrage”, de Kirby Dick (EUA)
“Oye Lucky! Lucky Oye!", de Dibakar Banerjee (Índia)
“Paperplanes”, de Simon Szabó (Hungria)
“Partners”, de Frederic Mermoud (França, Suíça)
“Peter & Vandy”, de Jay Di Pieto (EUA)
“The Private Lives of Pippa Lee”, de Rebecca Miller (EUA)
“Playground”, de Libby Spears (EUA)
"Politist, Adjectiv", de Corneliu Porumboiu (Romênia)
“Prank”, de Péter Gárdos (Hungria)
"Polytechnique", de Denis Villeneuve (Canadá)
“Ramirez”, de Albert Arizza (Espanha)
“Red Sunrise”, de Gianfranco Pannone (Itália)
“Salvage”, de Lawrence Gough (Reino Unido)
“Samson & Delilah”, de Warwick Thornton (Austrália)
“Searching for the Elephant”, de S. K. Jhung (Coreia)
“Sede de Sangue”, de Park Chan-wook (Coreia)
“Sex Volunteer”, de Kyeong-duk Cho (Coreia)
“She, a Chinese”, de Xioalu Guo (China)
“Shirin”, de Abbas Kiarostami (Irã)
“Should I Really do It?”, de Ismail Necmi (Turquia)
“Singularidades de uma Rapariga Loura”, de Manoel de Oliveira (Portugal)
“Sleeping Soungs”, de Andreas Struck (Alemanha)
“Spiral”, de Jorge Pérez Solano (México)
“Still Walking”, de Hirokazu Kore-Eda (Japão)
“Super Star”, de Tahmineh Milani (Irã)
“Sweet Rush”, de Andrzej Wajda (Polônia)
"Tales From the Golden Age", de Cristian Mungiu e outros (Romênia)
"The 40th Door”, de Elchin Musaoglu (Azerbaijão)
“The Anarchist’s Wife”, de Marie Noëlle, Peter Sehr (Alemanha)
“The Arrivals”, de Claudine Bories, Patrice Chagnard (França)
“The Dispensables”, de Andreas Arnstedt (Alemanha)
“The Invention of Flesh”, de Santiago Loza (Argentina)
“The Mermaid and the Diver”, de Mercedes Moncada Rodriguez (Espanha, México)
“The Misfortunates”, de Felix van Groeningen (Bélgica)
“The Nature of Existence”, de Roger Nygard (EUA)
“The People I’ve Slept With”, de Quentin Lee (Canadá, EUA)
“The Pope’s Miracle”, de Pepe Valle (México)
“The Red Spot”, de Marie Miyayama (Alemanha)
“The Room in the Mirror”, de Rubi Gaul (Alemanha)
“The Stoning of Soraya M.”, de Cyrus Nowrasteh (EUA)
“The Wolberg Family”, de Axelle Ropert (França)
“This Very Instant”, de Manuel Huerga (Espanha)
“Tide of Sand”, de Gustavo Montiel Pagés (México-Argentina)
“Todos Mentem”, de Matías Piñeiro (Argentina)
“Tokyo!”, de Michel Gondry, Leos Carax, Bong Joon-ho (França, Japão, Alemanha)
“Tom Zé Astronauta Libertado” (Tom Zé Liberated Astronaut), de Ígor Iglesias González (Espanha)
“Tomorrow at Dawn”, de Denis Dercourt (França)
“Trimpin: O Som da Invenção”, de Peter Esmonde (EUA)
“Tsar”, de Pavel Luguin (Rússia)
"Twenty", de Abdolreza Kahani (Irã)
“Under Rich Earth”, de Malcoml Rogge (Canadá, Equador)
“Unmade Beds”, de Alexis dos Santos (Inglaterra)
“Unmistaken Child”, de Nati Baratz (Israel)
"Vincere", de Marco Bellocchio (Itália)
“Ward Number 6”, de Karen Shakhnazarov (Rússia)
“West of Pluto”, de Henry Bernadet, Myriam Verreault (Canadá)
“When the Lemons Turned Yellow...”, de Mohammad Reza Vatandoost (Irã)
“White on Rice”, de Dave Boyle (EUA, Japão)
“Wolson: Aria of the Straits”, de Ota Shinichi (Japão)
“Worldrevolution”, de Klaus Hundsbichler (Áustria)
“Zapping-Alien @ Mozart-Balls”, de Vitus Zepichal (Alemanha, Áustria)
“Zero”, de Pawel Borowski (Polônia)

Homenagem a Fanny Ardant
"Cinza Sangue”, de Fanny Ardant (França)
“A Mulher do Lado”, de François Truffaut (França)
“Crimes de Autor”, de Claude Lelouch (França)
“De Repente, Num Domingo”, de François Truffaut (França

Retrospectiva Theo Angeopoulos
“Dust of Time”
“Paisagem na Neblina”
“A Eternidade e um Dia”
“O Passo Suspenso da Cegonha”
“Um Olhar a Cada Dia”
“O Vale dos Lamentos”

Retrospectiva Gian Vittorio Baldi
“Fuoco!”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)
“Il Cielo Sopra di Me”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)
“Luciano, una Vita Bruciata”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)
“Nevrijeme, Il Temporale”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)
“Ultimo Giorno di Scuola Prima Delle Vacanze di Natale”, de Gian Vittorio Baldi (Itália)
“Appunti Per Un’Orestiade Africana”, de Pier Paolo Pasolini (Itália)
“Cronaca di Anna Magdalena Bach”, de Danièle Huillet, Jean-Marie Straub (Itália)
“Diario di una Schizofrenica”, de Nelo Risi (Itália)
“Porcile”, de Pier Paolo Pasolini (Itália, França)

Panorama do Cinema Sueco
“Corações em Conflito”, de Lukas Moodysson
“Metropia”, de Tarik Saleh
“Mr. Governor”, de Mans Mansson
“Quase Elvis” (Almost Elvis), de Petra Revenue
“The Ape”, de Jesper Ganslandt
“The Eagle Hunter’s Son”, de Renè Bo Hansen
“The Great Adventure”, de Arne Sucksdorff
“The King of Ping Pong”, de Jens Jonsson
“The Swimsuit Issue”, de Mans Herngren
“Os Emigrantes” (The Emigrants), de Jan Troell
“Everlasting Moments”, de Jan Troell
“The New Land”, de Jan Troell
“Who Saw Him Die?”, de Jan Troell
“Gabrielle”, de Hasse Ekman
“Girl with Hyacinths”, de Hasse Ekman
“Ombyte Av Tág”, de Hasse Ekman
“The Banquet”, de Hasse Ekman
“Wandering with The Moon”, de Hasse Ekman

domingo, 20 de setembro de 2009

A musa aos 51 anos: Ela ficou marcada nos cinemas após estrelar Instinto Selvagem, em 1992

sharon stone em ensaio sensual da vogue espanhola, abusa de sensualidade...




sharon stone

sábado, 19 de setembro de 2009

EDITORIAL DE MODA: INTERFACE ENTRE MODA -( TIM BURTON) E CINEMA



AUDREY HEPBURN : RELEITURAS




MODA FASHION: FESTIVAL DO RIO DE JANEIRO

wintour
com Anna Wintour, Thakoon Panichgul, André Leon Talley, Grace Coddington
88 minutos / 2009 / Estados Unidos
No mundo da moda, a edição anual de setembro da Revista Vogue é uma autêntica bíblia, que dita os rumos da industria. Por trás da revista, está sua editora, Anna Wintour, figura poderosa e polarizadora de opiniões. Em 2007, ela se prepara para lançar a maior edição de setembro já feita. Entre Fashion Weeks, takes de fotos e reuniões sigilosas e estressantes, a editora, a diretora artística Grace Coddington e toda a equipe embarcam numa incessante jornada de nove meses. A relação entre Wintour e Coddington revela a delicada química responsável pelo sucesso inabalável da revista.R.J. Cutler nasceu em 1961, nos Estados Unidos. Formou-se na Universidade de Harvard. Começou sua carreira produzindo o documentário The War Room (1993), indicado ao Oscar da categoria. Em seguida, dirigiu A Perfect Candidate, eleito pelo The New York Times um dos melhores documentários de 1996. Também dirigiu e produziu diversas séries televisivas, entre as quais 30 Days (2006) e American High (2000), vencedora do Emmy de Melhor Reality Show. http://www.youtube.com/watch?v=Tq4wo4JYy2s&feature=fvst

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

FESTIVAL DE CINEMA DO RIO DE JANEIRO


Uma moda transgressora
(Comrade Couture / Ein Traum In Erdbeerfolie)
De Marco Wilms Doc / 84 minutos / 2009)
Mostra Midnight
Na extinta Berlim Oriental, os estilistas de moda eram essencialmente movidos pelo desejo de experimentação e de criação de um estilo singular, uma vez que nada do que era produzido poderia ser vendido. Neste universo artístico paralelo, a transgressão era marcada pela construção de uma imagem pessoal provocadora. O diretor, ele próprio ex-modelo do Instituto de Moda da RDA, busca resgatar este ambiente boêmio promovendo um encontro entre as principais figuras do movimento: uma estilista, um fotógrafo e um cabelereiro que não se viam há 20 anos.
Exibido no Festival de Berlim 2009.
Marco Wilms nasceu em 1966, na Alemanha Oriental. Trabalhou como designer gráfico e foi modelo do instituto de moda de Berlim Oriental, antes de estudar direção de arte. Em 2001 formou-se em Direção na Faculdade de Cinema e Televisão Konrad Wolf. Estudou ainda no Actors Studio de Nova York, e em seguida realizou diversos documentários, entre eles Berlin Vortex (2003) e Tailor-Made Deams (2006), Melhor Documentário no Festival de Sevilha.

http://www.youtube.com/watch?v=QDe90FoauPU

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Galerias Lafayette vitrines feitas pelo cineasta David Lynch


"Je n'ai pas voulu entrer dans une catégorie bien rassurante. Au contraire, j'ai tenté de prouver comment l'art a besoin de s'extirper de toute frontière", frase de Lynch sobre sua intenção de tentar provar como a arte que extirpar fronteiras. E foram-se muitas!http://anaclaragarmendia.blogspot.com/




terça-feira, 8 de setembro de 2009

Tom Ford: “A Single Man"


Começa o festival de cinema de Veneza e, pra gente, o que mais interessa, é o mais-mais fashion dos filmes, que por enquanto é “A Single Man”, dirigido pelo ex-estilista da Gucci, Tom Ford. “A Single Man”, livro do inglês Christopher Isherwood tem Colin Firth, Julianne Moore e Matthew Goode no elenco e a suuuuper Arianne Phillips (já entrevistei a fofa), stylist de Madonna, como figurinista, que além dos atores vestiu 150 extras. Arianne é figurinista premiada de “Garota, Interrompida” e “Hedwig - Rock, Amor e Traição”. Matthew Goode, ator principal, disse que no set de filmagem Tom Ford deu apenas uma orientação a eles: ‘Rapazes, mantenham sempre o queixo para cima!’ E acrescentou: “Tom é muito esperto, foi um prazer! Ele é muito preparado para um diretor de primeira viagem.” O filme é sobre amor e perda e conta a história de um professor inglês que perdera recentemente o companheiro homossexual, na Califórnia.http://glamurama.uol.com.br
msn.lilianpacce.com.br/tag/tom-ford/

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

produção de moda: Na V de setembro finalmente as famosas fotos de Paul Rowland com 19 modelos.





fonte: http://anaclaragarmendia.blogspot.com/

EDITORIAIS DE MODA: Raquel Zimmermann é Debbie Harry, a Blondie, musa dos anos 70 da música e da moda, em editorial magnífico da Vogue Paris de set




PRODUÇÃO DE MODA: MUSAS DO CINEMA, DA MODA E DA VIDA

Cortes clássicos como os Dior que Carla Bruni
Lojas da Top Shop a nova coleção Kate Moss para eles. Adivinha a inspiração? Anos 80
A atriz é capa da Harper's Bazaar russa do mês de setembro nas lentes de Igor Vishnyakov
Isabeli Fontana é a estrela da campanha da rede japonesa de prêt-à-porter Uniqlo. A top foi fotografada por David Sims.
Raquel Zimmermann única no inverno da Hermés.
Wonderful Milla Jovocich

Ciclo de Cinema e Moda - PUC – 25 de agosto de 2009

Apresentação do filme: Identidade de nós mesmo – Wim Wenders, em 1989
Jô Souza



No filme Identidade de nós Mesmos, o diretor Wim Wenders apresenta o seu olhar particular e ocidental em relação à cultura oriental, tendo como personagem central o estilista Yohji Yamamoto. Na espacialidade de seu atelier, sobressai tanto o valor estético, quanto uma forma cultural de vida que, no ritual (conceber, afastar, olhar, chegar, pegar, tocar e registrar) se organiza por meio do contrato entre Yamamoto e seus “anjos da guarda” − termo usado por Wenders para se referir à equipe do estilista, que vai interferir nas marcas do enunciador (Yamamoto) e seus enunciados ( roupas).

No discurso de Wenders dentro do carro, captando a cidade pelo olho de um monitor de vídeo, ele revisa os conceitos de Benjamin (1969) e de Baudrillard (1983) desenvolvido a respeito de Paris no século XX. Também aborda a reprodução mecânica em fotografia, a imagem analógica e a digital na filmagem e afirma: “tudo é cópia”. Assim, estamos confinados num mundo de cópias. A moda coloca o corpo em circulação pela cidade e a cidade é seu cenário privilegiado. A cidade acolhe o anônimo, a reprodução, a multiculturalidade, a identidade fragmentada e a ilusão de originalidade. Wenders e Yamamoto se debruçam na confusão da cidade para compreender a identidade urbana.
Corte para a cena com o Yamamoto em Paris: o estilista articula o discurso das identidades japonesas e explica que, no Japão, ele é considerado uma pessoa de Tóquio, já em Paris ele é um japonês. Yamamoto não esperava que sua criação fosse rotulada como uma criação japonesa.
Wenders fala do perigo de se tornar prisioneiro do seu próprio estilo ou condenado a imitar suas próprias criações e Yamamoto responde com maestria: “no momento que aceitamos nosso próprio estilo, estamos livres” e Wenders completa: aqui, é o autor . Somos levados pelas imagens captadas do diretor a vivenciar o processo criativo do estilista no espaço do seu atelier, deflagrado a partir de referências visuais (fotografias, pinturas, imagens, gravuras e desenhos, tanto orientais quanto da história ocidental). Percebemos que Yamamoto busca as pontes entre os dois continentes. Tanto que a mudança das cidades, no inicio do filme, são imperceptíveis na montagem.
Numa cena, o estilista fala em japonês e seu discurso são as conseqüências da guerra, enquanto olha o pátio do Centro Georges Pompidou com uma imensa “fila” que não é mais a “fila” da guerra pela comida, mas a “fila” para o acesso à cultura. A ausência do pai é lembrada, assim como a constante presença da sua mãe na sua vida. Ele deixa evidenciado que, dentro dele, a guerra ainda não terminou, porque continua lutando com algum sentimento deixado no passado.
Wenders e Yamamoto operam entre o passado e presente. O primeiro entre as linguagens do cinema e do vídeo, enquanto o segundo entre a efemeridade da moda (presente) e sua afinidade com o passado (fotografias e a sua origem). Wenders pontua toda narrativa com o paralelismo entre o diretor de cinema e o estilista. Ambos trabalham com a produção de imagens. Imagens que não são somente produzidas pelo cinema, mas pelas cidades, pela moda, pelos aparatos eletrônicos e por todo o processo midiatizado produzindo as imagens identitárias . No livro, El lenguaje de los nuevos médios de comunicación, Lev Manovich afirma que é inútil estudar “o meio” como único ou de maneira isolada. Os novos meios de comunicação devem ser tratados em relação com as demais áreas da cultura, passadas e presentes.
Nas fotografias em preto e branco, ele observa as dobras, os tecidos e as texturas das roupas. Assim, o estilista vai mapeando a cartografia do seu consumidor final: o corpo ocidental − desde a proporção deste corpo, seu ritmo e gestualidade, à relação dele no cotidiano, seus hábitos e costumes.
Com uma alfaiataria impecável, as formas das roupas são práticas e confortáveis, os cortes são soltos e largos. A cor preta é dominante na cartela de cor do estilista. Ele explica que essa escolha parte do principio de que a cor preta possibilita a construção, a pesquisa e o aprofundamento das formas. A presença de cores produziria sentidos e emoções que não lhe interessam. A cor preta virou moda nos anos 80, influenciando as “tribos urbanas” das grandes cidades como o punk ou dark. Além disso, a cor preta é capaz de resistir às mudanças da moda ao longo do tempo.

O efeito estésico acompanha todo o processo criativo de Yamamoto: os dedos tocam o tecido, interligando as sensações táteis às corpóreas e às apreensões visuais que vão interferir no seu “tatear” do tecido. O olfato é estimulado pelo o cheiro da tintura. As mãos são as “operadoras” que elaboram produtos. Numa sequência do filme, o estilista comenta o processo de feitura do tecido, enquanto a câmera que registra seu depoimento se acha sobre uma ilha de edição. Temos aqui uma metáfora a respeito do artesão que trabalha para montar o filme e aquele que concebe o tecido a ser usado no projeto de coleção do estilista. Ambos são invisíveis ao olho espetacular, mas sabemos que eles estão presentes no produto final, tanto no filme quanto na roupa.
No filme, os discursos de Yamamoto são reiterados e figurativizados por meio de algum objeto da cultura popular: como o tapete com a figura feminina, ao confessar que gostaria de ficar em casa se não fosse estilista. Em outra seqüência vemos um avião de brinquedo, enquanto o estilista aparece no visor da tela.
No discurso do mundo da moda, Yamamoto vivencia alguns paradoxos: estilista e costureiro; fluido e sólido; efêmero e permanente; fugaz e estável; masculino e feminino. E afirma ter desenvolvido um método para equilibrar esses pólos. Elabora um discurso contra a simetria já que o homem não é simétrico. Nesse momento, a câmera se concentra no bailado das suas mãos eloquentes e significativas, que se movimentam como uma dança sensorial aos nossos olhos.



Neste artigo para o MODA BRASIL + DESIGN, a designer Regina Barbosa resgata a discussão iniciada no ciclo de debates “Cinema e Moda – Figurino e Narratividade”, realizado pelo Centro de Pesquisas Sóciossemióticas da PUC-SP, em agosto de 2009. O evento, que teve a coordenação da Profa. Dra. Ana Cláudia de Oliveira e a organização da pesquisadora Jô Souza, reuniu em três encontros pesquisadores e especialistas de ambas as áreas, sempre com a proposta de, a partir da exibição de filmes emblemáticos, abrir a discussão em torno do cinema, da moda e do corpo. Leia o artigo a seguir.

Neste que foi o primeiro ciclo voltado ao estudo sobre a estreita relação entre a moda e o cinema, foram exibidos três filmes, Desejo e Perigo (Se, Jie, 2007, dirigido por Ang Lee); A Duquesa (The Duchess, 2008, com direção de Saul Dibd) e Identidade de nós mesmos ou Anotações para Roupas e Cidades (Aufzeichnungen zu Kleindern um Städten, 1989, dirigido por Wim Wenders).
Parece muito oportuna a análise sobre Desejo de Perigo, cuja narrativa não linear nos conduz pela China ocupada pelos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. Tal condução é feita pelo olhar da jovem Wong Jiazhi, que é “recrutada” para fazer parte de um grupo de teatro patriótico que a levará a participar de uma ação da Resistência.

Transformação
Essa jovem – que não é atriz – é levada a tornar-se uma fictícia senhora Mak, que se infiltra no círculo social de um alto funcionário do Governo – o senhor Yee – e, enquanto tenta seduzi-lo a fim de trair este homem (que aos poucos deixa de ser um inimigo apenas) acaba por trair a si mesma e ao movimento de Resistência ao qual pertence, apaixonando-se por Yee.
Ao fim da exibição – e é claro que eu não conto como o filme termina! – Ana Cláudia Oliveira trouxe para a mesa de discussão Dhora Costa, Cristina Freire e Jô Souza. Cada uma a seu modo, olha para o filme e discorre sobre a forma como este figurino concorre para contar uma história.
O debate
Ana Cláudia lembra que a China, neste período, sofrera uma grande influência ocidental, mas sem deixar a sua “identidade” oriental. Contudo, tais referências se amalgamam na narrativa: os corpos orientais, vestidos como tal, são cobertos de acessórios ocidentais – chapéus, relógios de pulso, sapatos de salto, cabelos enrolados casacos e até mesmo as jóias têm essa informação carregada de dados alheios àquele lugar.
A discussão gira em torno, principalmente, do movimento feito por Wong Jiazhi para tornar-se Senhora Mak. A partir daí, o figuro é essencial para a caracterização da personagem, já que é por meio dele que Wong começa a parecer ser o que não é, até não mais saber quem é, nem a quem deve se leal.
http://blog.anhembi.br/site/destaque/cinema-e-moda-essencial-relacao-2/

sábado, 22 de agosto de 2009

os filmes de ALEXANDER McQUEEN e JEAN PAUL GAULTIER

ALEXANDER McQUEEN

Blade Runner (Ridley Scott, 1982)

The Shining (Stanley Kubrick, 1980)

The Birds (Alfred Hitchcock, 1963)

The Hunger (Tony Scott, 1983)

Broken Glass (David Thacker, 1996)

Sweet Charity (Bob Fosse, 1969)

''Films always inspire me. They bring alive an idea like nothing else can. I have used them as visual backdrops in my shows, as they instill such an incredible atmosphere of emotion.''

JEAN PAUL GAULTIER

Moonraker (Lewis Gilbert, 1979)

Diamonds Are Forever (Guy Hamilton, 1971)

Live and Let Die (Guy Hamilton, 1973)

The Man With the Golden Gun (Guy Hamilton, 1974)

The Spy Who Loved Me (Lewis Gilbert, 1977)

The Piano (Jane Campion, 1993)

Time of the Gypsies (Emir Kusturica, 1989)

Fantmas (Andre Hunebelle, 1964)

''I was inspired by the James Bond girls of the 60's and 70's. The women were elegant, sexy and strong, and they were already mixing glamour and sportswear. 'The Piano' was the source of my spring '94 collection.''

Gaultier made costumes for Luc Besson's ''The Fifth Element,'' Peter Greenaway's ''The Cook, the Thief, His Wife & Her Lover'' and Marc Caro and Jean-Pierre Jeunet's ''The City of Lost Children.''

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

CICLO DE CINEMA E MODA : FILME A DUQUESA - JO SOUZA


Cena 1: O discurso do poder e a sua roupa da duquesa. Fazer uma comparação com a Diana da Inglaterra o u Grace Kelly em Mônaco. Aparência, política, traição e jogo são temas recorrentes no filme.
Cena 2: A roupa não somente aparece na visualidade e narratividade do filme, mas também é enfatizada nos diálogos/ discursos dos personagens.Quando ela vai passar as férias em Bath, ela é apresentada ao público o mestre de cerimônia diz:
- “E o que ela vai vestir hoje a noite aguardo vê-las vestindo amanhã” e termina:“ A imperatriz da moda”. Fenômeno de imitação distintiva da corte a cidade.


Quando o duque vai retirando as camadas das roupas intimas da duquesa, ele pergunta a ela: -“Por que as roupas femininas são tão complicadas?” Ela responde: “- A roupa das mulheres é uma forma de se expressar”. Ao pegar a tesoura para cortar as camadas ouvimos o som do objeto cortante no tecido.
Em outra cena, quando eles se encontram no quarto e ele diz para ela: “O vestido é sua obra de arte?” e ela responde que sim.

A cartela de cores do figurino da Duquesa é marcada por sua mudança de estágios: dos tons claros aos tons escuros. Os tecidos leves e transparentes até os mais pesados (fardo do casamento), a relação com ambiente interno e externo, com o tempo noite e dia. Roupas intimas. Assim como a modificação no uso dos acessórios e penteados a fontange (uso de perucas em cima de uma touca) no inicio tem efeitos verticais e depois vão ficando mais cacheados e horizontais.
Nota: os homens vão usar perucas até 1789.

Na primeira cena, ele dentro do castelo observa a futura duquesa brincando no jardim. Mais adiante, em outra cena ele observa do mesmo ângulo as crianças brincando e comenta da felicidade de ser criança.
A mãe aparece em 5 cenas que são essenciais para o conflito com a Duquesa e seu figurino também passa por uma mudança de cor dos tons claros ( na gama dos terrosos) a última cena quando ela aparece de preto.

A mesa é o lugar de convívio social: jogar e comer. Espacialidade onde são discutidos os assuntos de maior tensão. A duquesa usa a cor rosa quando pede para se separar e depois, verde quando tem a intenção de trair o marido.
O figurino invade o corpo do ator e tudo que o rodeia, integrando-se ao trinômio da representação: espaço, tempo e ação que se manifesta por seu movimento dramático. A sua postura corporal vai depender do seu status social.
As linguagens presentes no filme: pintura, escultura, gravura, dança, folhetins e teatro.
O desfile de Moda presente no “A Duquesa” filme que ganhou o Oscar de melhor figurino de 2008, o cenário é a Inglaterra, em 1774(séc.VXIII), a moda era o motor da economia, no comercio urbano como forma de ostentar a posição social. A vestimenta da época permite detectar a posição e conquistar prestígio. Não é fácil definir onde começa e termina o figurino, pois o corpo (gestual, ritmo, postura) e a roupa (intima ou não), os acessórios (capuz, faixas na cintura, luvas, plumas, chapéus, pelerines, flores, laços, as perucas, a maquiagem, as jóias) estão fazem a composição do arranjo visual do personagem. A materialidade do figurino é a primeira impressão do telespectador e seu primeiro contato com o ator e o personagem. O figurino pode caracterizar o meio social, época, estilo e preferências individuais, além da localização das ações do personagem ao ponto de transformar seu corpo numa partitura gestual.

As roupas da Duquesa eram estruturadas com o efeito de rigidez, dignidade e seriedade. Projetando seu corpo para frente com imponência, e austeridade, modificando as suas atitudes e gestos. Um dado contraditório: O discurso da Duquesa igualdade e seus ideais liberais (iluminismo), contrastando com seu figurino conservador e rígido(aristocrático).Para o telespectador se trata de figurinos de época, mas indo além, na época os iluministas já propunham roupas mais leves e “naturais” que liberassem a mulher de suas amarras costumeiras.
A Duquesa promovia um verdadeiro desfile de moda e, como os paparazzis atuais, a sua presença em eventos sociais era noticiada pela imprensa local, os desenhistas faziam a sua caricatura para os folhetins satirizando suas atitudes e sua aparência de frivolidade. Em outra cena com a presença de “jornalistas”, uma casa de espetáculos encena a peça de teatro “Um mau casamento” que retrata a própria vida da Duquesa.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Um melodrama romântico dos anos 1940

CICLO DE CINEMA E MODA- PUC - 11 agosto de 2009 - Jô Souza
cobertura do evento no blog: http://ateliecarlasizino.blogspot.com/

Cena do filme:Desejo e Perigo

O filme Desejo e perigo de Ang Lee (2007) afirma que “Amor e a tortura co-existem”1 A narrativa do filme se desenvolve a partir do ponto de vista feminino e se acha pontuada das contradições que se manifestam nas relações sociais, nas interações amorosas e nas cidades: pessoas famintas e errantes se misturando com cafés elegantes e joalherias; o luxo e a miséria convivendo lado a lado. É nesta atmosfera de limites que vivenciamos a experiência do filme.
São sutis as operações de metalinguagem em Desejo e perigo(os filmes Suspeita e Interlúdio de Hitchcock e o filme Penny Serenade ): um cinema dentro do cinema e uma atriz representando uma atriz.

Suspeita de Hitchcock 1941
Em 1942, durante a segunda guerra Mundial, a cidade de Shangai (sudoeste da China) é ocupada pelos japoneses. Na abertura do filme, a senhora Mak, uma mulher sofisticada, caminha até um café, faz uma ligação telefônica. E passa a se recordar de sua trajetória que começou em 1938 quando ela, ainda estudante universitária, se juntara a um grupo de jovens atores amadores que faziam planos para participar da resistência contra os japoneses.

A senhora Mak será o papel desempenhado por essa personagem, a idealista aspirante a atriz Wong Chia Chi − interpretada pela jovem Tang Wei, ex-modelo e candidata a Miss Universo em 2004. Segundo os planos do grupo, ela precisa se aproximar de um colaborador japonês e chefe do serviço secreto, o senhor Yee (Tony Leung: 2046, Amor a flor da Pele, Herói), e seduzi-lo, para que ele possa ser executado pelos revolucionários. Esse personagem lembra figura viril de Humphrey Bogart, na roupa e no gestual: um burocrata chinês que se parece com um gangster hollywoodiano. Todo o percurso da atriz para manipular e alcançar o objetivo traçado pelo grupo é acompanhado por uma transformação interna e externa da personagem. Aparência e essência se interpenetram diante de nossos olhos.

Assim, o cabelo da atriz principal é liso enquanto é estudante. Depois, com ela mais madura, torna-se encaracolado e mais sedutor. Na estudante, a maquiagem é bem natural e leve. Quando se transforma na Senhora Mak a sua “beleza” (design) é mais forte nos olhos e na boca.

Como aborda Pavis: Um figurino é definido a partir da semelhança e da oposição das formas, dos materiais, dos cortes, das cores em relação os outros figurinos. O que importa é a evolução do figurino no decorrer da representação, o sentido dos contrastes, a complementaridade das formas e das cores. O sistema interno dessas relações tem (ou deveria ter) grande coerência, de modo a oferecer ao público a fabula para ser lida.Toda visualidade dos personagens é também marcada pela espacialidade: nota-se uma gama de cores mais vibrante e inocente quando eles estão em Hong Kong. Somente nos momentos finais da estadia naquela cidade é que essa cartela desaparece.

Quando Wong e seus parceiros partem para Xangai, a cartela de cores tende a uma atmosfera noir . Wong vai incorporar a Senhora Mak que é uma interpretação do personagem, num estilo quase cênico, ou seja, percebemos uma forte influência do cinema e das divas americanas: Greta Garbo e Beth Davis, por exemplo, que eram parâmetros mundialmente difundidos para a moda da época.

Segundo Lipovetsky (1989), as relações entre o cinema e a moda vão muito além das telas e se tornaram parte da realidade. Aliás, a autora do livro em que se baseia o filme, Eileen Chang, era cinéfila e admiradora de Hitchcock − cujo estilo de suspense entra como contraponto ao drama por ela desenhado. Esse poder de sedução que o cinema exerce nas pessoas é em grande parte resultado de mais um dos produtos da mídia: as estrelas e os ídolos. Os mitos cinematográficos caminham entre nós.
Desde os anos 1910-1920, o cinema jamais deixou de fabricar estrelas, são elas que os cartazes publicitários exibem, são elas que atraem o público para as salas escuras, foram elas que permitiram recuperar a enfraquecida indústria do cinema nos anos 1950. Com as estrelas, a forma moda brilha com todo o seu esplendor, a sedução está no ápice de sua magia. (LIPOVETSKY, 1989, p.213).
O figurinista Pan Lai criou o figurino de Wong pontuando sua a trajetória e transformações por meio da aparência. Assim, na fase mais jovem, por causa das vestimentas mais leves, notamos uma gestualidade mais ágil, ao passo que quando Wong está usando um Qi Pao ocorre uma intensidade na expressão corpórea. Os seus traços externos − idade, altura, postura, andar, vestir são mais fáceis de serem analisados. O grande desafio para o figurinista é exteriorizar as características psicológicas ou aspectos internos, como a mutável emoção do personagem.
Algumas perguntas devem ser respondidas pelo figurino: o que pretende Wong? Quais os seus desejos? Qual a sua força impulsora? Qual a força interna que a levou a tomar certas atitudes? Qual a imagem que ela que projetar de si? Qual a sua biografia? Assim, seu figurino é marcado por detalhes e traços que identifiquem tais enunciados. Ao longo do filme ela adquire uma vida em toda a sua plenitude, isto é, a atriz Wong constrói uma identidade para a Senhora Mak, de maneira que ela pareça real: define uma classe social e um conjunto de atitudes habituais, de modo a conseguir verossimilhança. Como afirma Jean-Jacques Roubine.

O figurino deve, portanto contribuir para essa representação hierática, ajudando ao mesmo tempo a caracterização do personagem e a expressividade do seu corpo. Ele não deve remeter a nenhuma realidade arqueológica nem aceitar qualquer facilidade decorativa. Deve ser, sim, um puro sistema de formas e de matérias, que a iluminação e o trabalho do ator dobrarão às exigências da situação dramática. (ROUBINE, 1998, p. 149)

Todo o jogo de sedução que o filme mostra se faz por meio das vestimentas. A moça se faz de mulher passiva e submissa, falsa amiga da esposa do alvo, e assim finge que se deixa seduzir por ele. Como o poeta de Fernando pessoa, ela finge tão completamente que se envolve deveras com o policial traidor da pátria. Mesmo recorrendo ao figurino como aparato de sedução é no desnudar dos corpos que os personagens se encontram em sua plenitude humana e se apaixonam. É na cama, sem qualquer roupa, que eles se surpreendem e o drama se faz tragédia. No filme de Kaneto Shindo , a máscara se cola ao rosto da personagem. No de Ang Lee, ela se funde à sua alma.
Desse modo, a roupa carrega a história do personagem e sua relação com o partido, construindo uma cartografia de tecidos, de cores e de estilo como um arquivo de memórias do personagem: carrega o seu passado, modelando o seu futuro e vivenciando o seu presente.
Notas:
1. Em entrevista coletiva de divulgação do filme.
2. Gênero cinematográfico que começou no início dos anos 40, com filmes de iluminação soturna e contrastada que lidavam com o lado sinistro da vida urbana, enfatizando a identidade psicológica entre detetives e criminosos. Já o filme de Ang Lee é luminoso e solar: os contrastes e as sombras se acham no interior das personagens.
3.Uma lenda afirma que o vestido foi criado no séc. XVII para facilitar a pesca por uma jovem pescadora, também conhecido como Cheong sam. Mas, foi somente nos anos 30 que o vestido foi popularizado na China com diversos comprimentos e sem mangas. Já nos anos 40, o Qi Pao se torna mais prático e mais justo ao corpo. Mescla de tradicional e elegante, uma mistura de estilos, ele é confeccionado a partir da seda como o brocado de seda. Na gola um colar de pé do mandarino ou uma aplicação ou bordado de alto relevo.
4.O filme Onibaba (Japão,1964) tem direção e roteiro de Kaneto Shindo. Na mitologia japonesa, Onibaba é uma espécie de mulher-demônio. Shindo, representa os horrores da guerra e os resultados moralmente nefastos das coisas que se pode fazer para sobreviver durante este período de miséria. Trata-se de uma obra que mescla suspense, fantasia, terror e drama psicológico freudiano ao relatar a história de duas mulheres tentando sobreviver no interior do Japão devastado pela guerra.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIAS
LIPOVETSKY, G. O império do efêmero: a moda e seu destino nas sociedades modernas.
6.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
ROUBINE, J-J. A linguagem da encenação teatral, 1880-1980. 2 edição. Tradução e apresentação, Yan Michalski. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.